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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Games e Violência: Um manifesto contra as obviedades.

Por Lucas Eduardo Bonancio Skora

Todo mundo se lembra daquela história do menino que matou a família e depois se suicidou, né (se não olhem essa matéria marota)? Então você provavelmente lembra também dos vários veículos de mídia certos que a motivação do menino era ser fã da série de jogos “Assassin’s Creed”, certo (se não, aqui está).
Esse caso foi provavelmente o mais polêmico daquela velha discussão:
Videogames violentos geram jogadores violentos?
Não acho que faça sentido se apegar a opiniões pessoais nessa discussão. Deveríamos tentar chegar a um consenso através de pesquisas imparciais sobre o assunto, pois é sempre possível que uma pessoa diga sua opinião sem se importar se ela está errada - desconsiderando que ela possa querer te manipular-, seja na internet ou em mídias tradicionais.
Sim, e não só na internet. Em todo lugar.
Um destes estudos é o “Being Bad in a Video Game Can Make Us More Morally Sensitive” (“ser mal em um videogame pode nos fazer mais sensíveis moralmente”), que descobriu que pessoas que jogam como “vilões” em videogames sentem culpa, e, portanto seguem o código moral que quebraram. Ou seja, os jogos não só não causam comportamento violento, como também o amenizam.
Outro estudo que mostra não existir essa correlação é o publicado no “British Medical Journal”, que acompanhou 11 mil crianças por dez anos, e não achou relação entre videogames e comportamento violento, enquanto que mais de 3 horas de tv por dia aumentava a chance de problemas comportamentais.
Leia mais sobre os estudos nestes links.

Estes dois são apenas exemplos de uma tendência: a maioria destes estudos acaba apontando que os videogames não fazem mal, e alguns até que fazem bem. Então por que as emissoras televisivas continuam insistindo no contrário? Apenas conservadorismo? Ou medo de serem transformadas em outra mídia secundária?

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