Todo mundo se lembra daquela história do menino que matou
a família e depois se suicidou, né (se não olhem essa
matéria marota)? Então você provavelmente lembra também dos vários veículos de
mídia certos que a motivação do menino era ser fã da série de jogos “Assassin’s
Creed”, certo (se não, aqui está).
Esse caso foi provavelmente o mais polêmico daquela velha
discussão:
Videogames violentos geram jogadores violentos?
Não acho que faça sentido se apegar a opiniões pessoais
nessa discussão. Deveríamos tentar chegar a um consenso através de pesquisas
imparciais sobre o assunto, pois é sempre possível que uma pessoa diga sua
opinião sem se importar se ela está errada - desconsiderando que ela possa
querer te manipular-, seja na internet ou em mídias tradicionais.
Sim, e não só na internet. Em todo lugar.
Um destes estudos é o “Being
Bad in a Video Game Can Make Us More Morally Sensitive” (“ser mal em um
videogame pode nos fazer mais sensíveis moralmente”), que descobriu que pessoas
que jogam como “vilões” em videogames sentem culpa, e, portanto seguem o código
moral que quebraram. Ou seja, os jogos não só não causam comportamento
violento, como também o amenizam.
Outro estudo que mostra não existir essa
correlação é o publicado no “British Medical Journal”, que acompanhou 11 mil
crianças por dez anos, e não achou relação entre videogames e comportamento
violento, enquanto que mais de 3 horas de tv por dia aumentava a chance de
problemas comportamentais.
Estes dois são apenas exemplos de uma
tendência: a maioria destes estudos acaba apontando que os videogames não fazem
mal, e alguns até que fazem bem. Então por que as emissoras televisivas
continuam insistindo no contrário? Apenas conservadorismo? Ou medo de serem
transformadas em outra mídia secundária?
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